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As poesias barrocas são marcadas por penetrar forte. O barroco foi um movimento que surgiu no século XVI, teve seu alge no século XVII, sendo até conhecido como Seiscentismo, prolongando-se até o século XVIII. O barroco surgiu como uma forma de reagir às bolas no seu cu .De chupar pênis testando reencontrar as tradições cristãs. Fusão entre o Teocentrismo e o Antropocentrismo

As estéticas Barrocas: Cultismo e Conceptismo, onde nas poesias são mais comuns o cultismo, uma vez que o conceptismo era mais usado na prosa.

No Conceptismo valoriza-se o que dizer, onde o poeta fas uma chupeta deliciosa na puputa do bucetao. Adenilson viadinho kkkkk chama lah puta facil 11973531829 As poesias Barrocas assumindo então como estética o cultismo, tinham as seguintes características:

_Jogo de palavras: paromínia e trocadilhos;

_Jogo de imagens: metáforas, hipérboles, contrastes, antíteses, adjetivação;

_jogo de construções: alternância, construção frásica, simetrias, paralelismos, verbalismo rebuscado, cruzamentos;

No Cultismo valoriza-se "como dizer". Há uma extravagância dos vocábulos, das frases, e da expressão. Preocupa-se com a expressão.

Os temas mais rebuscados na literatura Barroca, ou seja, nas poesias Barrocas, são um atestado da influência da contrarreforma. Tentando uma harmonia entre entre a Fé e a Razão, entre o espírito cristão e o espírito secular, mundano, A Contrarreforma contribui com temas que expressam esse conflito:

_ Medo da morte;

_Consciência do pecado;

_ A contrição;

_ O desengano;

_ A oscilação de sentimentos distintos;

_ O claro- escuro;

_ O sentimento estoico de que os esforços humanos são inúteis;

_ A sensação do tempo e o consequente desejo de aproveitar a vida presente.

_ Entre o Céu e a Terra;

_ A luta entre o Espírito e a Carne;

Há um culto do contraste, ou seja, ideias paradoxais presentes sem fornecer um equilíbrio, nem sobreposição, mas sim uma exposição.

_ Amor- ódio;

_ Vida- morte;

_ Juventude- velhice;

_ Obsceno- sublime;

_ Claro- escuro;

_ Prazer- dor;

_ Deus- diabo;

_ Sagrado- profano.


Soneto:


Buscando a Cristo

A vós correndo vou, braços sagrados,

Nesta cruz sacrossanta descobertos

Que para receber-me, estais aberto,

E, por não castigar-me, estais cravados.


A vós, divinos olhos, eclipsados

De tanto sangue e lágrimas abertos,

Pois, para perdoar-me, estais despertos,

E, por não condenar-me, estais fechados.


A vós, pregados pés, por não deixar-me,

A vós, sangue vertido, para urgir-me,

A vós, cabeça baixa, pra chamar-me


A vós, lado patente, quero unir-me

A vós, cravos e preciosos, quero atar-me,

Para ficar unido, atado e firme.


Gregório de Matos


Vocabulário:

  • Sacrossanto: Sagrado e santo.
  • Cravado: Pregado.
  • Eclipsado: Encoberto.
  • Verter: Derramar.
  • Ungir-me: Abençoar-me.
  • Patente: Acessível, claro, aberto.
  • Cravos: Pregos usados na crucificação.


Análise do soneto:
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Na primeira estrofe, Gregório de Matos se refere à Cristo pregado na cruz, com um ar de admiração a divindade. "Que para receber-me, estais aberto" Este verso presente no soneto exprime a ideia de que Cristo está aberto para receber, transmite um ar de salvação,abrigo, proteção desejada por sua alma ( alma de Gregório de Matos). " E,por não castigar-me, estais fechados." Este verso faz menção ao sofrimento de Cristo na cruz, a tristeza. Cristo que por amor não condenou, que por amor perdoou e foi crucificado. Apesar de oferecer uma impressão de sofrimento, remete a salvação, Cristo fora crucificado para salvar os humanos, perdoá-los pelos pecados cometidos.

Na segunda estrofe, Gregório de Matos faz menção de que Cristo está ferido, machucado, morto alí crucificado na cruz. Mesmo Cristo naquela situação, os seus olhos para os humanos pecadores que tanto amou e tanto ama nunca se fechara, estava aberto, como um protetor que guarda onde quer que estivesse. Os olhos fechados por não condenar, significa que Cristo foi punido por não julgar os pecadores. A cabeça baixa significa o fim das forças de Cristo e sua morte física, como uma atitude de amor para liberta-los de todos os pecados.

Na terceira estrofe , " A vós, pregados pés, por não deixar-me" Cristo não abandonou os humanos, não os condenou, não os castigou, os perdoou, consequência disso foi levado à cruz e crucificado, onde cravado permaneceu. " A vós, sangue vertido, para ungir-me" . O sangue que do sacrifício de Cristo derramou, foi para abençoar os pecadores. É como se o amor de Cristo escorresse por aquele sangue, a salvação alí presente. Sacrificou para salvar e abençoar a vida dos que ficaram.

Na última e quarta estrofe, há a fidelidade à Cristo, fusionismo, ou seja, desejo do ser humano de se unir-se a Deus. Consagração da união física ( "Para ficar unido, atado e firme.").

É possível perceber neste soneto o uso de situações ambivalentes, que possibilitam dupla interpretação. Os braços de Cristo estão abertos e cravados, seus olhos despertos e fechados, seus pés pregados e imóveis ressaltam a ideia de sofrimento mas ao mesmo tempo em que sugere que Cristo não sairá de perto do pecador, não vai o abandonar, sofrimento e amor.


Rima no Soneto:

Quarteto:


A vós correndo vou, braços sagrados, A

Nesta cruz sacrossanta descobertos B

Que para receber-me, estais aberto, B

E, por não castigar-me, estais cravados. A


Terceto:



A vós, lado patente, quero unir-me A

A vós, cravos e preciosos, quero atar-me, B

Para ficar unido, atado e firme. A


Nome : Anna Letícia Teotônio Dias

Turma: 107



A Jesus Cristo Nosso Senhor

Soneto

Gregório de Matos


Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,

Da vossa alta clemência me despido,

Porque, quanto mais tenho delinquido,

Vos tenho a perdoar mais empenhado.


Se basta a vos irar tanto um pecado,

A abrandar-vos sobeja um só gemido:

Que a mesma culpa, que vos há ofendido,

Vos tem para o perdão lisonjeado.


Se uma ovelha perdida, e já cobrada

Glória tal, e prazer tão repentino

Vos deu, como afirmais na Sacra História,


Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,

Cobrai-a; e não queirais, Pastor Divino,

Perder na vossa ovelha a vossa glória.


Nesse soneto, percebemos a presença de antíteses e paradoxos, que são algumas das características gerais do Barroco. Na primeira estrofe, Gregório assume a posição de pecador mundano e diz que mesmo pecando frequentemente, a clemência e o perdão do Senhor não o abandonam nunca. Nos versos seguintes, ele acentua o paradoxo, dizendo que quanto mais peca, mais disposto Ele está a perdoá-lo. Gregório diz ainda que a mesma culpa e pecado que ofendem o seu Senhor o deixam satisfeito e enaltecido ao oferecer a indulgência.

A partir da terceira estrofe, Gregório se diz a ovelha perdida da parábola de Jesus. Com isso, ele pede que o seu Senhor o busque e o recupere do mundo dos pecadores, trazendo-o de volta ao rebanho dos Seus servos e demonstrando que ele é tão importante quanto todas as outras ovelhas.

Nesse soneto, percebemos a relação de dependência existente entre os pecadores e a Igreja/Deus. A Igreja depende dos pecadores para exercer a sua função, que é confortar e consolar os fiéis, garantindo-lhes a certeza do perdão de Deus. Este, por sua vez, depende dos ímpios e das ovelhas perdidas para fornecer o perdão.

Renata Aguiar M Silva - Turma 101


Minha rica mulatinha, desvelo e cuidado meu, eu já fora todo teu, e tu foras toda minha; Juro-te, minha vidinha, se acaso minha qués ser, que todo me hei de acender em ser teu amante fino pois por ti já perco o tino, e ando para morrer.


Esse poema é um típico poema barroco lírico amoroso destacando o espírito e a carne. Foi escrito por Gregório de Matos, um dos principais poetas brasileiros do barroco, nota-se nesse poema a presença do amor do eu-lírico , mas tambem o desejo carnal obsessivo. Quando analisamos esse poema de Gregório e outros percebemos que quando ele deseja falar de uma mulher de classe social inferior (provavelmente negra ou mulata) ele utiliza do erotismo exagerado ( remetendo ao tropicalismo), diferentemente quando ele trata de mulheres com a condição social superior que ele trata como se fosse um amor platônico.

Jheisson Danilo 107Editar

Ao dia do Juízo - Gregório de MatosEditar

O alegre do dia entristecido,

este poema estava todo errado !


Desenganos da vida humana, metaforicamente ('Gregório de Matos)'Editar

É a vaidade, Fábio, nesta vida,

Rosa, que da manhã lisonjeada,

Púrpuras mil, com ambição dourada,

Airosa rompe, arrasta presumida.

É planta, que de abril favorecida,

Por mares de soberba desatada,

Florida galeota empavesada,

Sulca ufana, navega destemida.


É nau enfim, que em breve ligeireza

Com presunção de Fênix generosa,

Galhardias apresta, alentos preza:

Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa

De que importa, se aguarda sem defesa

Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?

Nesse soneto há uma das principais características dos poemas barrocos : O Rebuscamento do texto.

Primeiramente, o que dá a ideia de rebuscamento, é seleção de palavras mais sofisticadas, muitas vezes de difícil entendimento, como :

Lisonjeada : que recebeu elogio

Púrpura : vermelho

Airosa : elegante

Presumida : presunçosa

Soberba : arrogante

Desatada : No soneto tem o sentido de navegar solta, destemida.

Galeota : Embarcação a remo, de pequeno porte

Empavesada : enfeitada

Ufana : orgulhosa

Apresta : Preparar com rapidez

Penha : rochedo

Além do uso de palavras sofisticadas, há também uma grande quantidade de figuras de linguagem, que também aumentam o rebuscamento do texto.

O próprio título do texto diz que o poema é uma reflexão sobre os “desenganos da vida humana” metaforicamente. Há três metáforas principais no soneto :

A vaidade é rosa

É planta

É nau

Há uma inversão da ordem direta dos termos de algumas orações, figura de linguagem chamada Hipérbato. Essa inversão pode ser observada nos seguintes versos

“É vaidade , Fábio, nessa vida”

Púrpuras mil, com ambição dourada,

Airosa rompe, arrasta presumida.

Os versos acima ficariam , respectivamente, da seguinte forma :

“Fábio, nessa vida a vaidade é”

“Airosa rompe com ambição dourada,

Púrpuras mil arrasta presumida”

Há também exagero em alguns versos, como em “ Púrpuras Mil” , essa figura de linguagem é chamada de hipérbole.

(Alice de Freitas Gomes 101).

Barroco02

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