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Eu-não-mereço-ser-estuprada

Pesquisa divulgada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Ecônomica Aplicada) apontou que 65% dos 3.810 entrevistados concordam, total ou parcialmente, que mulher com roupa que mostra o corpo merece ser atacada

O número de denúncias de casos de violência contra mulheres em Belo Horizonte, seja qual for o tipo, vem aumentando exponencialmente, embora ainda existam mulheres que não se impõem não denunciando seus agressores e preferindo sofrer em silêncio, talvez por anos. Os casos tomaram uma grande repercussão nas ruas e em redes sociais não só em Minas mas em todo o Brasil. 

A delegacia de mulheres de Belo Horizonte registrou somente no último mês 1.077 boletins de ocorrência, sendo grande parte das queixas relacionadas a lesões corporais e ameaças. Neste mesmo período foram solicitadas  865 medidas protetivas e efetuadas 55 prisões em flagrantes. 

Nas redes sociais, não só em Minas mas em todo o Brasil, ficou em pauta um protesto com a hashtag "#Nãomereçoserestuprada" devido ao resultado da pesquisa de índice de estupros feito pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que repercute até hoje. Mas toda essa preocupação, infelizmente, não foi tão eficaz, pois  segundo estudos em Belo Horizonte a média de estupros subiu de 18 em 2013 para 22 nos dois primeiros meses de 2014. Se já está assim no começo, imaginemos no final do ano!

Devido a esses dados, recentemente foi lançada em Belo Horizonte pelo CEM (Conselho Estadual da Mulher) e a Rede Feminista da Saúde a campanha "Ponto Final na Violência Contra Mulheres e Meninas". O objetivo da campanha é promover uma ação em todos os dias 28 de cada mês com fim de fazer com as mulheres denunciem os casos de violência ocorridos e estimular uma mobilização social com fins de lhes cessar, como por exemplo uma oficina lúdica para adolescentes que já está programada para abril na Praça da Liberdade com o propósito de reflexão sobre a violência contra as mulheres

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Campanha busca dar um basta à violência contra a mulher - Foto (crédito) Asscom/Sedese

"É preciso mudar essa cultura. A sociedade precisa entender que a violência contra as mulheres não é uma coisa normal e que elas precisam buscar ajuda para erradicar esse mal. A violência é nociva a toda a família, aos filhos e é uma risco permanente à vida das mulheres. Portanto, é preciso dar um basta nessa violência. É preciso romper esse ciclo", enfatizou Neusa Cardoso - Presidente do CEM. 

É de suma importância que as mulheres denunciem os casos na primeira agressão, seja com elas ou com outras pessoas, ou mesmo nos primeiros indícios de que seu parceiro quer seja o agressor antes que a situação possa se agravar e talvez a mulher viver submissa e nunca denunciar por medo. 

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