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Lucas Ribeiro Andrade Simão

Nesses 10 anos que eu estou na UFMG, pude notar uma grande variedade de animais de diversas espécies, sendo que a maioria está em potes de maionese cheios de formol... Mas vamos falar dos vivos, tudo bem?

Aqui na UFMG tem uma variedade enorme, a maioria é pequena e por isso geralmente passa despercebida pelos outros, mas não por mim! Eu que sempre fui muito detalhista, consigo ver animais que quase ninguém, com seus olhos cansados, conseguiriam ver. Já vi cigarra saindo da casca em pleno dia, pássaros no rito de acasalamento, iguana e urubu fugindo de vários passarinhos enfezados (não no mesmo dia), tucanos, sagüis, jacus (sim, isso é o nome de um animal) , ratos, gatos, cachorros, gambás, insetos de todos os tipos e tamanhos, cavalos e bois (da veterinária, mas não deixam de ser animais) e vários outros que eu não vou citar agora.

Sim, os animais, aqueles que enchem nossa vida de alegria! O que seriamos sem eles? Com certeza um monte de macacos pelados e infelizes com a vida, porque eu seria! Eles nos fazem rir, chorar, simpatizamos com suas histórias e tudo mais. Quem nunca gostou de algum animal na vida? Do cachorro do vizinho, do gato baldio, dos passarinhos que ficam na árvore na frente da casa, ou do próprio animal de estimação? Que atire a primeira pedra quem nunca ficou olhando feito um zumbi através de um aquário? E não duvido nada que você ainda fica assim quando vê um cubículo de vidro com água e alguns peixes dentro.

Há quem diga que não gosta de animais, ou que gosta deles só assados, fritos ou cozidos. No primeiro caso eu digo: “Você não gosta da sua mãe não?” e logo em seguida tenho que sair correndo. Pro segundo caso eu digo: “Então você gosta de barata no espeto então, né seu babaca?”. Ás vezes eu tenho que correr dependendo da pessoa.

Não que eu não goste de uma picanha mau passada, um frango assado, um peixe frito e outros derivados de animais, mas temos que deixar a ignorância de lado e ver que cada animal aqui tem sua função. Além de alimento, não vejo outra função pro gado fora causar assoreamento do solo e aumentar o buraco da camada de ozônio. Coisas que não são boas, não concordam? “Mas eles vão sofrer com a morte” alguns retrucam. Eles recebem um tiro na cabeça com uma pistola de alta pressão, eles nem vão ver o que aconteceu. Mas não mudam sua mentalidade de jeito nenhum... Azar o deles, não sabem o que estão perdendo...

Voltando a UFMG, estamos em setembro, época de cigarras. Começa em agosto e vai e vai até o final do ano. Centenas de cascas ficam penduradas nas árvores, vestígios de um inseto insurpotável para os ouvidos mais sensíveis. Um dia desses vi um pássaro destroçando uma cigarra. Foi legal. Ela ficava batendo as asas numa tentativa frustrada de escapar do demônio que a devorava, mas não iria adiantar nada, afinal o pássaro tinha comido o seu abdômen (mais conhecido como a bunda dos insetos e aracnídeos). O pássaro ficava batendo o corpo dela no chão para que pudesse comê-la em paz. Nem preciso dizer o final, não é?

Há três coisas que eu tenho medo na vida: agulhas, a Samara do filme “O Chamado” e principalmente de vespas. Eu sou alérgico a insetos, então fico inchado como um balão quando levo uma picada de qualquer inseto. Imagina como eu ficaria com uma picada de vespa, que naturalmente incha a pessoa como um balão? Deixo de ir a lugares se tiver uma caixa de marimbondo ou vespa na história! O restaurante setorial II, onde a maioria das pessoas na UFMG almoçam, tinha dois andares: o primeiro, que é o mais lotado, e o segundo, sempre mais vazio. Um “belo” dia apareceu uma caixa de marimbondos dentro da lâmpada do segundo andar. Nunca mais fui lá.

Uma coisa que eu detesto é quando um aquário enorme é desperdiçado com a criação de plantas ou de algas. Tenho que conviver com um aquário verde de tantas algas que tem nele na aula de biologia quando tem apresentação de grupo. Mas se colocasse peixes, íamos ficar prestando atenção nos peixes ao invés da apresentação. Acho que até os integrantes do grupo que está apresentando ficariam distraídos, e não duvido nada que a professora também ficaria olhando aqueles seres voando naquela gelatina neutra... “E a Amazônia tem uma diverssi... Olha lá, eles estão brigando!” ou “Eca, aquele ali comeu o próprio cocô!”.

Adoro os animais, e se eles estão perto de mim, melhor ainda. Posso observá-los melhor, suas características, hábitos e outros. Por isso gosto tanto da UFMG e do COLTEC. Gosto das coisas que me rodeiam. Menos das vespas...

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