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Conto, parte final

O outro gume da faca

“Depois voltou ao escritório, estendeu-se no sofá e em pouco voltava a dormir.”

Ao despertar se depara com outro ambiente, muito similar a um fórum, bancos ao fundo e à frente uma tribuna com dois juízes, o primeiro ficava no alto, demonstrava um ar de serenidade, tranqüilidade e o outro ficava na parte inferior da tribuna se mostrava com ódio e fúria.

De repente um guarda chama:

- DR. Aldo Tolentino venha.

-Sim. Onde estou?

-Você esta no juízo final. Depois de tomar uma bateria de remédios veio a falecer.

Aldo senta em frente à tribuna, mas desta vez não como advogado, mas sim como réu. E agora descobrira quem eram os dois homens que estavam na sua frente, o homem que ficava acima representava os céus e outro a parte obscura.

O representante do obscuro sorri:

- Bem vindo Aldo, seu nome nessas ultimas horas foi bem falado aqui, por sua mulher, o amante dela e seu filho.

Aldo decide não falar, já que o medo o dominava.

- Bem veremos o que o senhor fez.

O guarda do seu lado tira uma lista de acusações começando a ler em publico.

-Ao ver o melhor amigo o traindo com sua esposa Tolentino decide planejar um álibi perfeito e matar os dois. Para isso fingiu ser Manoel dos santos. Indo para São Paulo como Aldo e voltando para o rio de janeiro como Manoel. Encontrando Marco Túlio e Maria Lucia juntos. Aldo assassinou os dois foi para SÃO PAULO. Seu plano foi tão perfeito que o delegado o liberou, prendendo por sua vez o filho Paulo Sergio que devido a seu pai estragou sua vida suicidando.

O representante do obscuro, sorri novamente:

- Bem parece que sua ficha não esta muito boa. Acho que sei para onde você vai.

Aldo se ajoelha:

- Senhor me perdoe toda vida fui direito, mas ao ver minha mulher me traindo não agüentou, senti vergonha do que os outros irão dizer.

O Senhor dos céus se levanta e diz furioso:

-Aldo você se preocupa com que os outros dizem. A vossa aparência é mais importante do que as emoções.

- Me perdoe. Diz Aldo assustado.

-Gostaria Aldo, mas não vejo como. Tenho apenas uma coisa a dizer que sejas condenado a escuridão.

- Não!

Aldo começa a se debater e quando abre os olhos percebe que há uma garrafa de uísque vazio ao seu lado, já era noite e que na verdade era uma paranóia com sua mulher.

Levantou-se e saiu escondido sentido vergonha do que fez, mas ao mesmo tempo com grande alivio.



editado por :Alexandre Balbino Moreira

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