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Gravidez Na Adolescência - Reportagem

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André Tunussi

Sexo e sexualidade na adolescência

A sexualidade é uma das características mais importantes do ser humano, ela é capaz de diferencia-lo do restante dos animais, pois somos os únicos que praticamos o ato sexual pelo prazer, e não apenas para procriar. A sexualidade está presente desde o início de nossas vidas. A partir do nosso nascimento temos sensações sexuais, iniciando com a amamentação até a puberdade, quando estas são intensificadas, com a chegada dessa fase, e do desenvolvimento físico, o ser humano se torna apto a concretizar a sexualidade plena através do ato sexual, que permite tanto obter prazer erótico como procriar.

Na puberdade há o aumento do interesse sexual influenciado pelas profundas alterações hormonais deste período da vida e pelo contexto psicossocial, coincidindo com o surgimento das características sexuais secundários: nas meninas o crescimento de mamas, alongamento dos ossos da bacia, início do ciclo menstrual, surgimento de pêlos no púbis e nas axilas e o depósito de gordura nas nádegas, nos quadris e nas coxas, e nos meninos o engrossamento na voz, crescimento da barba, aumento da massa muscular, do peso e da estatura, início da produção de espermatozóide, aumento dos testículos do pênis e surgimento de pelos nos púbis, nas axilas e no peito. Nesta fase a sexualidade é auto-érotica, pois o jovem está mais voltado para seu próprio corpo, prevalecendo à masturbação que não tem o objetivo sexual. Na maioria das vezes o adolescente se sente culpado com a prática masturbatória, pois em nossa cultura ela ainda está associada a pecado, a sujeira e a diversos mitos. Mas a masturbação, nessa fase, faz parte do desenvolvimento normal.

Por volta dos quinze anos, o jovem começa a definir sua identidade sexual. Os namoros começam e com eles as relações sexuais.No período final da adolescência o jovem está mais independente, possui maior maturidade psicológica e social, passando a buscar um relacionamento afetivo mais maduro.

Diante deste tema, alguns outros assuntos são preocupantes, como a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis na adolescência.

Gravidez na Adolecência

Número dos casos de gravidez durante a adolescência é considerado problema de saúde pública em países da Europa. A adolescência corresponde ao período da vida entre os 10 e 19 anos, no qual ocorrem profundas mudanças, caracterizadas principalmente por crescimento rápido, surgimento das características sexuais secundárias, conscientização da sexualidade, estruturação da personalidade, adaptação ambiental e integração social. A gravidez durante a adolescência pode ser gerada devido à falta de informação, nível social e acesso aos métodos anticoncepcionais. Uma jovem crescida em uma favela, com acesso a uma escola de má qualidade e poucos meios de informação possui uma maior possibilidade de engravidar entre 10 e 19 anos do que uma jovem criada em uma um bairro nobre, com acesso a uma escola particular, computador e outros veículos de comunicação.

Gravidez Dificulta Estudos: A maioria das adolescentes só se dá conta do novo papel quando o bebê nasce. Na maioria dos casos, elas são dependentes e precisam do apoio dos pais nos cuidados com os filhos. Para a psicóloga Maria Helena Alves Pereira, quando as famílias participam desse momento delicado é mais fácil para as jovens lidar com essa situação. Engravidar durante a adolescência pode significar o fim dos estudos e consequentemente, menor chances no mercado de trabalho. Uma Pesquisa realizada pelo Serviço Pré – Natal de Gravidez na Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com 40 adolescentes grávidas, por exemplo, revelou que apenas 5por cento delas continuaram a estudar durante o período de gestação. A maioria não completa o ensino médio e a maioria acaba ocupando subempregos. Número de nascidos segundo a idade da mãe no Brasil.

Doenças sexualmente transmissíveis

Os adolescentes que iniciam suas atividades sexuais, quase nunca estão orientados para tal e, quando pegam alguma doença, não têm, muitas vezes, com quem se aconselharem, nem dispõe de condições financeiras para procurar os cuidados médicos necessários.

De acordo com o Ministério da Justiça (site), os casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis - DSTs ocorrem com freqüência na adolescência e aumentam as chances de contaminação pelo vírus HIV. Outras conseqüências são a infertilidade e o câncer de colo. No Brasil não há muitos relatos de casos de DSTs entre adolescentes, talvez porque somente a AIDS e a sífilis sejam de notificação obrigatória e cerca de 70% das pessoas com DST busquem tratamento em farmácias. Nos Estados Unidos, alguns autores calculam que 25% dos adolescentes tenham DSTs, sendo a faixa etária de 15 a 24 anos a de maior risco.

O artigo publicado pela Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical estudou o perfil sexual dos adolescentes atendidos no Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente - NESA da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ e identificou fatores de risco as DSTs na adolescência. A pesquisa comparou dados como idade, situação conjugal, renda familiar, histórico escolar, uso de bebidas alcoólicas, tabaco e outras drogas, freqüência escolar e nível de escolaridade. Foram entrevistados 356 adolescentes, sendo que 109 eram sexualmente ativos e portadores de DST; 115 também eram sexualmente ativos, porém sem DST; e 132 ainda não tinham iniciado atividade sexual.

O uso de tabaco, bebidas alcoólicas e drogas ilícitas estavam em grande parte associados com o fato de ser portador de DST. Entre eles, 22% fumam cigarro; 10,1% fizeram uso de bebida alcoólica seis vezes ou mais no último mês e 20,2% usaram outras drogas ilícitas no mesmo período. Entre os não portadores de DST os percentuais foram de 7,7%, 3,6% e 4%, respectivamente.

O bom relacionamento entre os pais foi mais relatado entre os adolescentes não portadores de DST. Os casos de violência dentro da família foi verificado em 51,4% dos portadores de DST e por 36,4% dos não portadores. Ou seja, históricos de abuso sexual foi mais freqüente entre os adolescentes com DST.

Grande parcela dos adolescentes iniciou a atividade sexual antes dos 15 anos, porém não houve uma associação significativa entre a baixa idade do primeiro coito e ter uma DST. O número de parceiros foi maior do que dois em 29,4% das adolescentes com DST e 33% das não portadoras de DST. Em relação ao uso do preservativo, observou-se uma relação estatisticamente significativa entre a freqüência às vezes ou nunca e ser portador de DST.

O Ministério da Justiça, ainda revela que o uso não freqüente do preservativo, o atraso escolar e o uso de drogas lícitas e ilícitas foram as principais variáveis associadas às DSTs. Para se obter uma diminuição destes riscos são necessários investimentos em nossa sociedade, principalmente no que diz respeito ao acesso a educação e à saúde. Em relação ao uso de drogas, o meio social, e principalmente pais e educadores, devem dar o exemplo e ser menos tolerantes em relação ao uso indevido e abuso de substâncias químicas, sem apelar para atitudes punitivas.

O Ministério também diz que é importante criar medidas de redução do risco de contaminação por DSTs e pelo vírus da AIDS, como orientações sobre o início da vida sexual, fidelidade mútua, redução do número de parceiros e abandono de práticas sexuais de risco. É importante que essas estratégias sejam criadas com os adolescentes participando do processo. De nada adianta oferecer-lhes soluções prontas sem antes ouvi-los.

Os adolescentes nascem com uma grande excitação na pila e na vagina , fuck the police , #yolo

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