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Marília de Dirceu

Marília de Dirceu é uma obra poética feita pelo escritor Tomás Antônio Gonzaga que foi um integrante do Arcadismo. Ela foi uma das obras mais lidas e que sofreu mais edições, depois de Os Lusíadas. A obra foi publicada em Lisboa, em 1792, ela foi feita para relatar seu amor por Maria Dorotéa Joaquina de Seixas.

As liras mais populares são: A primeira e a segunda , onde Dirceu falar muito de como é Marília. As ultimas liras de Dirceu são difíceis de entender, pois a muitas assimilações com a cultura Grega e a natureza. Para a melhor compreensão, segue abaixo a Lira XXIV com a explicação de cada estrofe.

                                  Lira XXIV 



Encheu, minha Marília, o grande Jove

De imensos animais de toda a espécie

As terras, mais os ares,

O grande espaço dos salobros, rios,

Dos negros, fundos mares,

Nesta parte Dirceu diz que Deus colocou varios animais na terra, nos rios e nos mares.

Para sua defesa,

A todos deu as armas, que convinha

A sábia natureza.

Deu as asas aos pássaros ligeiros,

Deu ao peixe escamoso as barbatanas;

Deu veneno à serpente,

Ao membrudo elefante a enorme tromba,

E ao javali o dente.

Coube ao leão a garra;

Com leve pé saltando o cervo foge;

E o bravo touro marra.

Nesta estrofe dirceu fala que Deus deu, a todos os animais, as armas para a sobrevivência.

Ao homem deu as armas do discurso,

Que valem muito mais que as outras armas;

Deu-lhe dedos ligeiros,

Que podem converter em seu serviço

Os ferros, e os madeiros;

Que tecem fortes laços,

E forjam raios, com que aos brutos cortam

Os vôos, mais os passos.

Dirceu diz que para os homens, Deus deu o trabalho, a força e o poder de persuasão.

Às tímidas donzelas pertenceram

Outras armas, que têm dobrada força,

Deu-lhes a Natureza

Além do entendimento, além dos braços

As armas da beleza.

Só ela ao Céu se atreve;

Só ela mudar pode o gelo em fogo,

Mudar o fogo em neve.

Nesta parte Dirceu fala que para as mulheres, Deus deu além da inteligência e da forma física, a beleza e a pureza. Só elas coneguem mudar o caráter das pessoas.

Eu vejo, eu vejo ser a formosura,

Quem arrancou da mão de Coriolano

A cortadora espada.

Vejo que foi de Helena o lindo rosto,

Quem pôs em campo armada

Toda a força da Grécia.

E quem tirou o cetro aos reis de Roma?

Só foi, só foi Lucrécia.

Se podem lindos rostos, mal suspiram,

O braço desarmar do mesmo Aquiles;

Se estes rostos irados

Podem soprar o fogo da discórdia

Em povos aliados;

És árbitra da terra:

Tu podes dar, Marília, a todo o mundo

A paz, e a dura guerra.

Nesta estrofe, ele usa a cultura Grega para mostrar que as mulheres podem conseguir tudo que quiserem, com seus lindos rostos.

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