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O governo de Minas reagiu às estatísticas que mostram o aumento da violência em muitos municípios, com destaque para a Região Metropolitanade Belo Horizonte e o Vale do Aço, e anunciou o reforço do policiamento no Estado, pois o aumento da violência é evidente nessa regiões. A partir de hoje, centenas de policiais militares que se dedicam a funções administrativas vão ajudar no patr

ulhamento das ruas da capital.

O que se pretende é reduzir o sentimento de insegurança dos moradores. As medidas anunciadas, embora sejam as possíveis no momento, serão suficientes para trazer de volta a tranquilidade? Será que os moradores de Belo Horizonte, por exemplo, se sentirão como os de Londres ou Paris no século 19, onde, conforme se vê nos filmes, um policial uniformizado que ronda à noite um quarteirão sopra um apito e logo aparecem, correndo a pé, muitos outros policiais para saber o que houve?

Ninguém pensa em equipar a polícia mineira com mais apitos. O que foi prometido na última segunda-feira foram mais viaturas, mais policiais e mais tecnologia, como painéis eletrônicos nas delegacias para acompanhamento das ocorrências, muitas delas a serem registradas via computadores.

Nas próximas semanas, a PM vai receber 378 novas viaturas e a Polícia Civil, a partir de março, mais 450. Até o fim deste semestre, 625 veículos estarão equipados com GPS na Região

Chega de violenca

Metropolitana, podendo o número chegar a 2.500 no Estado.

Além disso, será autorizada a abertura de concurso público para nomear mil investigadores da Polícia Civil, entre outras contratações nas duas polícias. Conforme se noticiou ontem, o efetivo das forças de segurança em todo o Estado, que é hoje de 40 mil, será aumentado até o fim do ano em 7.500 pessoas.

Tudo isso será insuficiente se os policiais não estiverem bem preparados e motivados a cumprir seu dever para com a população, que paga seus salários – que são todos os mineiros, independentemente do poder aquisitivo. E se não houver leis que de fato criem um clima permanente de segurança. O que se vê são leis – quando não simples Protocolos de Intenções – que não resistem ao tempo e a pressões econômicas.

Um exemplo disso é o Protocolo de Intenções assinado em abril de 2008 entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça para coibir a violência nos estádios, proibindo ali a venda de bebidas alcoólicas.

Mas, bastou que a Fifa – que tem uma grande cervejeira internacional entre seus patrocinadores – exigisse a permissão da venda nos 12 estádios que vão sediar a Copa do Mundo de 2014, para que a medida deixasse de vigorar no Brasil, nos jogos internacionais de futebol.

A partir desta semana, na Bahia, a venda de bebidas alcoólicas nos estádios foi totalmente liberada em qualquer jogo. Qual o Estado que resistirá à forte pressão para imitar os baianos?

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