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Imagem de satélite correspondente à Região Metropolitana de Belo Horizonte

A população total da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Belo Horizonte e outros 34 municípios), segundo dados oficiais do IBGE/2010, é de 5,4 milhões de habitantes (excluindo as cidades do Colar Metropolitano, em que a população da Grande Belo Horizonte saltaria para 6 milhões de habitantes), figurando como a terceira maior aglomeração urbana do Brasil, a 7ª maior da América Latina e a 48ª maior do mundo. O déficit habitacional é algo que assombra as famílias mineiras. Dados recentes, divulgados pela Fundação João Pinheiro, apontam que quase meio milhão de famílias em Minas Gerais não possuem moradia adequada. A Região Metropolitana de Belo Horizonte concentra a maior parte. Atualmente, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o déficit habitacional é de 60 mil casas na cidade. Já os apoiadores dos movimentos populares, por sua vez, afirmam que o déficit de moradias na Grande BH já chega à 150 mil casas.

Segundo a Band  inúmeras pessoas sofrem com a falta de moradia em BH. A seguir conta-se relatos de pessoas que vivenciam essa experiência:

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Sebastião Horácio, Luzia de Jesus, Cleusa de Fátima e Claudineide da Silva são alguns dos moradores das ocupações Rosa Leão e Vitória, na região do Isidoro, Vetor Norte da capital. Eles fazem parte do universo de pessoas atingidas pelo problema da falta de moradia. Que atualmente, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, é um déficit habitacional de 60 mil casas na cidade.


Os apoiadores dos movimentos populares, por sua vez, afirmam que o déficit de moradias na Grande BH já extrapola as 150 mil unidades.


“Os municípios não têm uma política habitacional estruturada, por isso muitas pessoas migram para os terrenos ocupados de BH, no intuito de serem contempladas pelo "Minha Casa, Minha Vida”, conta a juíza federal e coordenadora de conciliação Dayse Starling, que orienta o programa de reassentamento e remoção das, aproximadamente, 8 mil famílias localizadas às margens das BRs 381 e 356.

Em nota, a prefeitura de BH informou que “reafirma seu propósito de atender a todas as famílias sem moradia e necessitadas que se enquadram na Política Municipal de Habitação”. Segundo a administração, 1.950 unidades do "Minha Casa, Minha Vida" já foram concluídas na capital e há outras 5.155 atualmente em execução.

Moradora

Claudineide Silva, moradora da ocupação Rosa Leão

“Fui despejada no bairro Morro Alto. Fiquei no aluguel e não dava conta de pagar água, luz e comida. Foi aí que os meninos tiveram que sair e pedir dinheiro. Mesmo assim, chegou num ponto que nós fomos para a rua”, relata Claudineide da Silva, moradora da ocupação Rosa Leão.

Com o pouco território para abrigar a expansão populacional e o fraco mercado imobiliário .Em Belo Horizonte ocorre cada vez mais a invasão de áreas públicas e privadas. São ocupações que ocorrem de forma espontânea ou planejada por organizações ,como exemplo temos as chamadas Torres Gêmeas, em Santa Tereza. O problema é que elas causam prejuízos urbanísticos e risco sanitário à cidade.

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Vilas, favelas e Conjuntos Habitacionais em BH

As favelas hoje fazem parte da conhecida realidade dos grandes centros urbanos. Em Belo Horizonte, o surgimento das favelas ocorreu junto à criação da própria cidade. As populações que vieram para Belo Horizonte construir a cidade sempre moraram precariamente em acampamentos, em canteiros de obras, favelas, vilas e aglomerados. Hoje, por exemplo, Belo Horizonte conta com 226 favelas, vilas e conjuntos habitacionais, como registrou o Guia Cultural de Vilas e Favelas. Muitas vezes chamadas de “morros”,pois, a maioria está localizada em barrancos,constantemente, estão em áreas de risco. E é nesta situação que vive 13% da população de Belo Horizonte, de acordo com o IBGE em "aglomerados subnormais". Segundo o site da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), o  IBGE classifica como aglomerado subnormal cada conjunto de, no mínimo, 51 unidades habitacionais carentes de serviços públicos essenciais (abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e fornecimento de energia elétrica); que ocupem, ou tenham ocupado em período recente, terreno de propriedade alheia (pública ou particular); e que estão dispostas de forma ordenada e densa, fora dos padrões vigentes de urbanização.

Mas podemos levar em consideração que favelas não são só ocupadas por casas sem acabamento ou pessoas de baixa renda, em pesquisas foi confirmado que 2/3 de quem mora em periferias são da classe média, ou seja, famílias com renda mensal per capita (por pessoa) de R$ 320 a R$ 1.120. Mas "classe média" só no fator econômico, porque em comparação de uma classe média da favela com uma classe média de moradores que não são de favelas existe uma desigualdade, considerando o acesso a educação e a segurança por exemplo.


A Região Metropolitana de BH concentra 82% das favelas do Estado, e segundo dados da ABES: Minas tem quatro favelas entre as 100 maiores do país. O Jardim Terezópolis/Santo Antônio, em Betim, na Grande BH, é a primeira do estado e a 24ª brasileira, com mais de 20 mil moradores. Em seguida, aparece a Cabana do Pai Tomás, maior aglomerado da capital 50º do país, com 17,2 mil habitantes na Região Oeste;o Conjunto Taquaril (14,9) e o Alto Vera Cruz (14 mil), ambos na Região Leste. As oito vilas que formam o Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul da cidade, reúnem 38,2 mil moradores e são consideradas pelo IBGE um complexo. Por esse conceito, não detalhado na pesquisa, a Serra seria a maior favela de Minas e de Belo Horizonte. Na sequência, também na categoria "complexo", estão o Aglomerado Morro das Pedras e a Barragem Santa Lúcia. O título de maior favela da capital é o da Cabena do Pai Tomás.

 Após analisar todos os dados observados, podemos concluir claramente que os déficits habitacionais aumentam cada vez mais. O aumento da população não para, porém, habitações com condições dignas só são acessíveis a pessoas de renda média e as vezes apenas alta, por isso, resta como única opção para grande parte desses moradores,  ir para as favelas, vilas, e locais com condições inaceitáveis para habitação. Por isso é importante o investimento em maior infra-estrutura da cidade, além da criação de um número maior de conjuntos habitacionais de forma a suprir as necessidades e acabar com o déficits habitacional.

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