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Escola publica

Escola Pública da RMBH.

Com mais de 4,8 trilhões de reais no Produto Interno Bruto, o Brasil detém uma das maiores economias do planeta. Belo Horizonte , quinta economia da Nação, possui um PIB de quase 55 bilhões de reais. No entanto, mais de 10% dos brasileiros são analfabetos, e a taxa quase chega a 3% da população em Belo Horizonte. A cidade tem o pior índice entre as capitais da região Sudeste, apesar da queda nos últimos anos. Sabe-se que a educação é um dos principais fatores para o desenvolvimento de uma região, e um déficit no setor é um déficit na cidade. Sendo assim, é fácil entender que a educação deveria ser prioritária em qualquer governo, e 69 mil pessoas não é um nível normal de analfabetismo em uma das cidades mais ricas de um dos países mais ricos.

Embora existam cerca de 1500 escolas em Belo Horizonte, mais de 800 destas são particulares. De escolas públicas, direito básico a qualquer cidadão, há aproximadamente 190 municipais e 230 estaduais, distribuídas desigualmente pelo município. Assim, persiste a política de deixar ricos mais ricos e pobres mais pobres, quando quem foi excluído socialmente deveria ser favorecido de modo a facilitar sua inclusão.

As 2 imagens das escolas foram colocadas afim de observarmos as diferenças entre elas, pois uma possui uma estrutura externa bem montada, já a outra tem à sua entrada uma estrada de terra, cercada de mato. 

UMEI

UMEI localizada na Rua Timbiras

Já na pré-escola observa-se dificuldade de acesso: as tão prometidas UMEIs (Unidades Municipais de Educação Infantil) têm uma fila de 17 mil crianças esperando para serem matriculadas. A falta de vagas nessas unidades impossibilita muitas vezes os pais de trabalharem, aumentando os problemas da família e dando continuidade ao ciclo de não-aprendizagem, não-formação e não-qualificação, esse ciclo se repete diversas vezes, e em todos os lugares, e em Belo Horizonte esses problemas so aumentam cada vez mais. Inicialmente denominado Primeira Escola, o programa tinha em 2003 a meta de construir 160 unidades, mas atualmente o número não ultrapassa 70 (menos da metade, passados mais de 10 anos).

Além da má distribuição, existe uma precariedade no próprio ensino que é dado nessas escolas. Com a violência frequente e a baixa qualificação dos profissionais (salvo alguns casos), uma instituição que deveria ser degrau para o futuro de muitos socialmente desfavorecidos acaba se tornando um poço sem fundo. Assim, evasão escolar e problemas sociais de outros tipos como consumo de drogas, criminalidade e pobreza se tornam invitáveis.

Escola violência

Escola Municipal Ápio Cardoso (Contagem) já foi fechada por causa da violência


Tudo isso prova novamente que a educação é base de qualquer desenvolvimento de qualquer região. Investir nos novos indivíduos que se tornarão cidadãos e irão compor a sociedade futuramente é um método que contribui no combate a vários problemas, como os já supracitados. Enquanto escola pública for sinônimo de escola ruim, precária e de baixo nível, enquanto a violência existir no lugar aonde se ensina a não ser violento, enquanto o direito básico de ser ensinado não for cumprido, não haverá como erradicar quaisquer dificuldades. Está na hora de aqueles que deveriam representar o cidadão se tornarem mais efetivos e representarem o cidadão.

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