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Taxa anual de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte foi de 6,9% em 201301:50

Taxa anual de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte foi de 6,9% em 2013

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) no ano de 2013 rompeu a trajetória de declínio, iniciada em 2009, e passou dos 5,1% registrados em 2012 para 6,9%. O incremento se deve ao crescimento de 4,5% (106 mil pessoas) da População Economicamente Ativo (PEA), que não foi acompanhado pelo aumento do nível de ocupação (2,5% ou 56 mil). No período, o total de desempregados foi estimado em 171 mil pessoas e o de ocupados em 2.303 milhões.

Os dados são parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), divulgada na manhã desta quarta-feira (29) pelaFundação João Pinheiro (FJP) , Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) ,Dieese e Fundação Seade .

Segundo Gabrielle Selani, coordenadora técnica da pesquisa pelo Dieese, no ano passado a RMBH manteve a geração de ocupações (2,5%), mas o ritmo de crescimento não foi suficiente para acompanhar a entrada de pessoas no mercado (4,5%).

“Levantamos a hipótese de que os bons resultados alcançados pelo mercado de trabalho nos últimos anos tenham incentivado as pessoas a se inserirem na força produtiva. Por isso, apesar da criação de ocupações houve crescimento da taxa de desemprego”, observou. 

Comparando os anos de 2012 e 2013 o desemprego aberto aumentou de 4,7% para 6,2% e o desemprego oculto subiu de 0,4% para 0,7%. Considera-se desemprego oculto aquele em que a pessoa realiza algum trabalho precário e está à procura de uma nova colocação, ou aquele que procurou efetivamente nos 12 meses anteriores, mas deixou de fazê-lo nos últimos 30 dias por desestímulo do próprio mercado, mas ainda necessita de trabalho.

A indústria de transformação cresceu 6,4% (19 mil novos empregos) e o setor de serviços aumentou 2,3%, com 29 mil postos de trabalho a mais no ano, enquanto a construção civil teve incremento de 2,9% (6 mil novos empregos). O único setor que manteve relativa estabilidade foi o de comércio e reparação de veículos (0,2% ou 1 mil vagas).

De acordo com a posição ocupacional, o crescimento do total de assalariados (1,8%) foi resultado dos acréscimos de 0,9% nas contratações no setor privado e de 5,4% no setor público. No setor privado, verificou-se o aumento de 13 mil (1,1%) entre os empregados com carteira assinada e relativa estabilidade entre os trabalhadores sem carteira (- 1 mil, ou -0,8%).

Observou-se, também, o incremento de 21 mil (5,5%) no contingente de trabalhadores autônomos e de 13 mil (9,7%) no de ocupados no agregado “demais posições”. No entanto, o número de empregados domésticos reduziu 4,2%, totalizando 6 mil postos de trabalho a menos.

Para Plínio Campos, coordenador técnico da pesquisa pela FJP, a redução dos empregos domésticos é reflexo da forte diminuição do desemprego nos últimos dez anos e da nova dinâmica das famílias. “Observamos o incremento do número de pessoas que estão trabalhando, estudando e almoçando fora de casa. Essa rotina faz com que as famílias optem pela contratação de diaristas, ao invés de empregados domésticos. Outro aspecto relevante é que a população em idade ativa que está entrando no mercado tem optado por outros tipos de ocupações, com melhores salários”, explicou. 

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