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Trabalho
Em janeiro de 2014 a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) apresentou relativa estabilidade ao passar dos 6,6% registrados em dezembro de 2013 para 6,7% da População Economicamente Ativa (PEA). Esse resultado se deve à redução dos contingentes de ocupados (37 mil) e de pessoas à procura de trabalho (37 mil). Os dados são parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), divulgada na manhã desta quarta-feira (26), pela Fundação João Pinheiro (FJP), Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), Dieese e Fundação Seade.

Segundo Plínio Campos, coordenador técnico da pesquisa pela FJP, a estabilidade é explicada pelo empate entre o número de pessoas no mercado de trabalho e a diminuição de vagas. “Esse comportamento é reflexo do período de férias, das demissões dos empregos temporários e do baixo aquecimento econômico”, explicou.

De acordo com a pesquisa, o tempo médio de procura por trabalho despendido pelos desempregados foi de 27 semanas, uma a mais que o mês anterior. A taxa de participação, que se refere à proporção de pessoas com dez anos e mais de idade inseridas no mercado de trabalho, passou de 58,6% em dezembro, para 57,7%.

A pesquisa também apontou a diminuição de 1,6% no número de ocupados em relação ao mês anterior, totalizando 2.309 mil trabalhadores a menos. O contingente de trabalhadores aumentou na área da construção (7 mil, ou 3,5%) e diminuiu nos demais setores: indústria de transformação (28 mil, ou 8,6%); serviços (10 mil, ou 0,8%); e comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (5 mil, ou 1,1%). “As obras de infraestrutura para a Copa do Mundo em Belo Horizonte foram responsáveis pelo incremento das sete mil vagas na construção”, afirmou Campos.

A diminuição de contratações no setor privado (5 mil) e a estabilidade do setor público causaram a retração de 5 mil postos de trabalho entre os assalariados. Na área privada, o resultado é justificado pela queda do número de autônomos (32 mil) e de assalariados sem carteira assinada (7 mil). Mantiveram relativa estabilidade aqueles com registro em carteira (2 mil), os ocupados classificados nas “demais posições ocupacionais” (1 mil) e o grupo de empregados domésticos (1 mil).

2014 x 2013

Na comparação entre os meses de janeiro de 2013 e de 2014, a taxa de desemprego total na RMBH aumentou de 5,6% para os atuais 6,7% e o nível ocupacional cresceu 1,4%. Foram registrados acréscimos de postos de trabalho nos setores de serviços (39 mil, ou 3 %) e de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (10 mil, ou 2,3%). No entanto, houve redução na construção (12 mil, ou 5,5%) e na indústria de transformação (9 mil, ou 3%).

Em relação às perspectivas para 2014, Plínio Campos acredita que a trajetória da taxa de desemprego ao longo do ano será atípica. “Aguardamos um aumento da expectativa de investimento econômico durante o período eleitoral. A Copa do Mundo também poderá gerar impacto no mercado de trabalho, contribuindo para a criação de postos e para o crescimento do número de autônomos e outras ocupações ligadas ao atendimento dos turistas”, observou.

Rendimentos

Em dezembro de 2013, o rendimento real médio dos ocupados aumentou 1% em relação ao mês anterior e foi estimado em R$ 1.832. Já o salário real médio permaneceu praticamente estável (0,3%), sendo estimado em R$ 1.789.

De acordo com Gabrielle Selani, coordenadora técnica da pesquisa pelo Dieese, a RMBH apresentou o segundo maior rendimento do país (R$ 1.832), entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas. São Paulo está em primeiro lugar com média salarial de R$ 1.840.

“Apesar do bom cenário, há espaços para avanços. Ao todo, 25% da população ainda ganha mensalmente, em média, R$ 651. É preciso avançar na melhoria de investimentos e de condições de trabalho e, assim, priorizar a busca pelo trabalho decente”, explicou.

No período, o rendimento médio dos autônomos aumentou 5,9%, passando a valer R$ 1.679. No setor privado, o salário médio real manteve-se praticamente estável (0,3%). Observou-se retração no rendimento médio dos trabalhadores da indústria de transformação (1,4%) e do setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (0,7%), enquanto, nos serviços, houve crescimento de 1,3%.

Comparando os meses de dezembro de 2012 e dezembro de 2013, o rendimento real médio dos ocupados aumentou 8,7%, passando de R$ 1.685 para R$ 1.832. O salário real médio também apresentou acréscimo, de 8,6%, ao passar de R$ 1.648 para R$ 1.789.

No setor privado, foram registrados aumentos do salário médio real pago em todos os setores: comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (8,1%), serviços (6,8%), e indústria de transformação (2,3%). Para os assalariados com carteira assinada, o rendimento médio cresceu 4,1% e, para os sem registro em carteira, 17,7%. Já para os autônomos, o rendimento médio teve incremento de 6,3%, no período em análise.

Fonte


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