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O Labirinto do Fauno (El Laberinto del fauno). Escrito, produzido e dirigido por Guillermo Del Toro. Warner Bros Vídeos, 118 minutos, 2006. Com Ivana Baquero, Maribel Verdú, Sergi López, Doug Jones, Ariadna Gil e Álex Angulo.

Labirinto (1)

Fauno e Ofélia em seu primeiro encontro.


O filme se passa em 1944, momento no qual há uma guerra ocorrendo na Espanha. Retrata a dura realidade de uma garotinha de 13 anos, Ofélia, que se muda junto com sua mãe Carmen, para a casa do general, pai de seu irmão que está para nascer. Ofélia logo no início do filme entra em contato com o mundo mágico ao encontrar um inseto que ela denomina ser uma fada, e desde então essa fada a guia em sua jornada pelo mundo místico.

      Os elementos fantásticos do filme são de ótima qualidade, a fotografia e iluminação, sempre obscura  passa um clima pesado, difícil. Todo o visual do filme é belo, extremamente trabalhado, nos mínimos detalhes, não é a toa que ganhou o Oscar de melhor Maquiagem, pouquíssimas vezes foram usados efeitos especiais.

Ficou conhecido como um “perfeito conto de fadas para adultos”, por apesar de mostrar a beleza e a inocência de uma criança que descobre um mundo mágico, essa contrasta com a violência, a maldade e a impureza do mundo real. Os próprios seres sobrenaturais, na verdade, são horrorizados também.

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O Homem Branco

O fauno que conta a Ofélia que ela é a princesa perdida de um antigo reino, e que ela deve realizar três tarefas para se mostrar ‘pura’ e ‘intocada’ pelas maldades do mundo humano, no desenvolver do filme nos deixa com desconfiança sobre sua sinceridade. Mandrágoras se parecem com fetos humanos, a menina rasteja em

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uma espécie de rio de cocô, anda entre insetos nojentos e enfrenta um sapo gosmento e enorme. Sem contar, é claro, com o Homem Branco, que possui olhos nas mãos, come crianças e fadas e persegue Ofélia .

Em meio às suas aventuras a guerra vai se desenvolvendo, descobrimos que Mercedes, que oferece um novo modelo de mulher para Ofélia, contrastando com sua mãe submissa, é determinada e de recursos. Também é uma espiã infiltrada na casa do general, e fornece informações e suprimentos à força de resistência, a qual seu irmão faz parte. Mercedes é uma personagem tão importante quanto a menininha. Podemos perceber que giram em torno dela –como uma espécie de espelho invertido- os elementos buscados por Ofélia e o Fauno: uma chave, um punhal e um sacrifício.

A narrativa do filme, porém, é pouco envolvente no início, e momentos que poderiam ser melhores elaborados para chegar à mesma repercussão de fatos: como quando Ofélia come duas uvas em um banquete no qual lhe foi dito para não tocar em nada (o que me lembrou bastante Alíce no País das Maravilhas). Ela não é descrita como mimada, e também é saudável e bem nutrida. Por que ela iria comer as tais uvas? Sabendo que havia um bicho horrendo comedor de criancinhas atrás dela... E quando Mercedes enfrenta o General e lhe dá apenas umas facadas, quando poderia muito bem tê-lo matado e acabado com suas preocupações.

Apesar de tudo, nos vemos incorporando a história e torcendo pela personagem no desenvolvimento do filme, como um verdadeiro conto de fadas. E apesar de os seres místicos serem aterrorizantes, o filme consegue mostrar como os humanos conseguem ser mais assustadores que uma longa procissão de criaturas bizonhas e pavorosas.

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